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Seguros em Portugal 2026: Por Que Estão a Ficar Mais Caros e Como Pode Poupar

Os seguros em Portugal registaram novas subidas de preço em 2026 — conheça os fatores por detrás desta tendência e as formas de poupar sem abdicar de cobertura.

Em 2026, os seguros em Portugal continuam a encarecer, pressionando o orçamento de milhões de famílias. Tanto os seguros automóveis como os seguros de saúde registam subidas significativas, com as seguradoras a justificar os aumentos com maior sinistralidade, inflação e custos de reparação mais elevados. Neste artigo, explicamos as razões por detrás desta tendência e apresentamos algumas estratégias que pode valer a pena considerar para reduzir a sua fatura.

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Seguro Automóvel: Aumentos de 6% a 16% em 2026

O seguro automóvel é, para a maioria dos portugueses, uma despesa incontornável. Em 2026, os preços deste produto subiram, em média, entre 6% e 10%, consoante a seguradora e o perfil do segurado. A Fidelidade, a maior seguradora nacional, anunciou um aumento médio de 6%, enquanto a Generali regista subidas entre 7% e 9% e o Grupo Ageas chegou mesmo aos 10%.

Mas estes são os valores médios. Há segmentos que pagam bem mais. Os jovens condutores com menos de 29 anos enfrentam subidas de até 16%, e no interior do país os aumentos médios chegaram aos 15%. Entre outubro de 2025 e fevereiro de 2026, o seguro automóvel subiu, em termos globais, cerca de 11,4%.

Rogério Campos Henriques, CEO da Fidelidade, foi direto ao explicar a situação: “É inevitável que existam aumentos em 2026 dos custos do seguro automóvel.” As razões são duas: a frequência de sinistros não diminuiu e o custo médio de reparação de cada sinistro também subiu. As peças estão mais caras, há escassez de mão de obra especializada, e os veículos elétricos — cujas baterias têm custos de substituição muito elevados — tornaram-se um fator adicional de pressão para as seguradoras.

Seguro de Saúde: 41% Mais Caro do Que Há Quatro Anos

O seguro de saúde é outra rubrica onde as famílias portuguesas têm sentido um aperto crescente. Segundo dados da ASF (Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões), o prémio médio anual por pessoa passou de 297 euros em 2019 para 418 euros em 2024 — uma subida de 41% em apenas quatro anos.

Em 2024, os prémios brutos emitidos no ramo Doença atingiram 1,7 mil milhões de euros, com uma evolução de 18,9% — a maior dos últimos anos. O sector abrange atualmente cerca de quatro milhões de pessoas em Portugal, um número que continua a crescer à medida que o Serviço Nacional de Saúde enfrenta dificuldades de capacidade.

Para 2026, as perspetivas apontam para novos aumentos, embora mais contidos do que os 7% registados no ano anterior. Ainda assim, para muitas famílias, o seguro de saúde representa já uma despesa significativa no orçamento mensal.

Por Que Estão os Seguros a Subir?

As razões para a subida generalizada dos prémios de seguro são várias e interligadas:

  • Inflação persistente: O aumento geral dos preços fez subir os custos de reparação automóvel, as consultas médicas e os tratamentos hospitalares.
  • Maior sinistralidade: No caso dos seguros automóvel, o número de acidentes não diminuiu, e os danos são cada vez mais dispendiosos de reparar.
  • Veículos elétricos: As baterias de veículos elétricos têm um custo de substituição muito elevado, o que obriga as seguradoras a rever as suas tarifas para esta categoria.
  • Mudanças climáticas: Fenómenos meteorológicos extremos, como cheias, ventos fortes e incêndios, têm levado a um aumento das indemnizações nos seguros de habitação e automóvel.
  • Custos de saúde: A inflação nos serviços de saúde — consultas, exames, cirurgias — tem impacto direto nos seguros de saúde.

Como Pode Reduzir os Seus Custos com Seguros

Apesar da tendência de subida, há estratégias que pode valer a pena considerar para gerir melhor esta despesa. Antes de aceitar uma renovação automática, convém avaliar as opções disponíveis no mercado.

1. Peça revisão do prémio na renovação. A DECO Proteste recomenda que os consumidores contactem a sua seguradora na altura da renovação e solicitem uma revisão do prémio. Muitas vezes, a ameaça de mudança de seguradora resulta numa proposta mais competitiva.

2. Compare seguradoras. Os comparadores online permitem confrontar propostas de várias seguradoras em poucos minutos. Pode haver diferenças significativas para o mesmo nível de cobertura.

3. Avalie as coberturas contratadas. É frequente ter coberturas que não utiliza ou que se sobrepõem a outras proteções que já possui. Simplificar o contrato pode reduzir o prémio sem prejudicar a proteção essencial.

4. Agrupe seguros no mesmo fornecedor. Muitas seguradoras oferecem descontos quando se contratam vários produtos em conjunto — por exemplo, automóvel e habitação na mesma empresa.

5. Melhore o seu perfil de risco. No seguro automóvel, ter um bom historial de condução (sem sinistros) reduz o prémio ao longo do tempo. Instalar sistemas de segurança também pode ajudar.

Os Seus Direitos Como Segurado em Portugal

Em Portugal, os segurados têm direitos importantes. Em caso de aumento injustificado do prémio ou de recusa de renovação, pode recorrer à ASF (Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões), que regula o sector e trata reclamações dos consumidores.

Além disso, a lei portuguesa garante que, no caso do seguro automóvel obrigatório (responsabilidade civil), qualquer seguradora autorizada a operar em Portugal é obrigada a apresentar uma proposta ao condutor que a solicite, independentemente do historial. Convém sempre ler as condições gerais e particulares do contrato antes de assinar, prestando especial atenção às exclusões — situações em que a seguradora pode não cobrir o sinistro.

Para já, a principal recomendação é simples: não aceite renovações automáticas sem antes comparar. Num mercado em que os preços sobem, a informação é a melhor ferramenta de poupança. Se tiver dúvidas sobre qual o produto mais adequado à sua situação, convém consultar um especialista ou recorrer aos serviços de aconselhamento da DECO Proteste.